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domingo, 2 de outubro de 2011

Street Fighter (Fighting Street)




Bem, chegou o momento de falar sobre o jogo que iniciou uma das mais bem sucedidas series de jogos da historia.. e um dos primeiros jogos de luta:  o Street Fighter original!    Lançado em agosto de 1987 nos arcades japoneses esta primeiro jogo estabeleceu diversas das mecanicas utilizadas em simplesmente todos os jogos de luta subsequentes.. mas embora tenha sido sem duvida uma novidade na epoca, o primeiro Street Fighter não possui a mesma notoriedade dos jogos posteriores por um bom motivo: o jogo é horrivel!


Historia:

O jogo narra a historia de Ryu e sua jornada pelo mundo na qual ele desafia os lutadores mais fortes dos EUA, Inglaterra, China, Japão e por fim Tailandia, onde ele enfrenta Sagat, considerado então o homem mais forte do mundo. Embora Ken esteja presente neste jogo.. ele não tem impacto nenhum na historia, a explicação oficial da capcom para isto é simples: Ken não participou do primeiro Street Fighter, já que ao mesmo tempo ele estava disputando o campeonato mundial de artes marciais.. o que torna o enredo americano de Street fighter 2010 ainda mais infame... mas enfim.. é neste jogo que nasceu a rivalidade entre Ryu e Sagat.. uma rivalidade que levaria o ex- campeão mundial a se associar a organização Shadaloo (Shadow Law) e se tornar capacho de  M.Bison (Vega). O resto é historia..




Gameplay:

Como dito anteriormente.. Street Fighter introduziu diversos elementos e mecanicas que serviram de base para todos os jogos de luta posteriores.. mas introduzir uma mecanica.. e ela funcionar são duas coisas bem diferentes.  Street fighter foi o primeiro jogo a ulilizar um joystick de 6 botões para os ataques. 
Street Fighter possui 12 lutadores no total.. porém.. o jogador pode controlar somente um: Ryu. Isso mesmo.. não era possivel escolher qual lutador usar. Caso outro jogador desejasse entrar na partida.. ele automaticamente utilizava Ken (nada mais do que um pallet swap de ryu) e caso derrotasse o primeiro jogador. .seguia utilizando ken no resto do jogo. os famosos movimentos especiais também tiveram sua estreia aqui. Mas... usá-los era tão dificil quanto executar um Super Combo em Super Street Fighter II Turbo.. uma vez que a resposta dos controles era pessima. os Bonus também deram as caras aqui.. no caso nada de quebrar carros ou barris, não os bonus eram mais relacionadosas artes marciais.. ou seja quebrar uma pilha de telhas com um karate chop e quebrar tabuas de madeira.

Graficos e Som

Uma coisa que não se pode negar sobra a Capcom.. é o cuidado que eles tem com a parte grafica dos jogos. Street fighter possui graficos impressionantes. Os cenarios e personagens são muito bem desenhados e detalhados para os padroões da epoca. quanto a parte do som.. embora o jogo TENHA vozes digitalizadas, elas são praticamente irreconheciveis.

Dificuldade:
Um jogo pode ser dificil por que foi FEITO para desafiar o jogador.. mas esta não é o caso de street figther. Não.. neste caso o jogo é dificil por que é mal-feito As lutas vão ficando progressivamente mais dificeis a medida que o jogador avança, porem usar os golpes especiais continua sendo uma tarefa dificil devido a pessima resposta dos controles. Por outro lado, considerando o dano que os ataques especiais causavam.. caso o jogador coseguisse usá-los facilmente.. o jogo se tornaria ridiculamente facil (serio, hadouken, shoryuken e tatsumaki sempukayaku tiravam um terço da vida do oponente) então nesse caso uma falha anula a outra.

Curiosidades:
Quando Fighting Street foi lançado nos E.U.A.. Hadouken, Shoryuken e Tatsumaki Sempukyaku tiveram os nomes mudados para HellFire, Dragon Punch e Hurricane Kick. Ainda bem que nos jogos posteriores a capcom decidiu não traduzir os nomes dos golpes

Spoiler: No final do jogo, Ryu (ou Ken) desfere o Shoryuken flamejante, deixando a famosa cicatriz no peito de sagat.. anos depois seria estabelecido que naquele momento ryu havia despertado seu "Satsui no Hadou".

Apesar da capcom negar oficialmente.. é evidente que os boxeadores Mike e Balrog (Mike Bison) são o mesmo cara.
 

Conclusão:

Não dá pra negar que o primeiro Street Fighter era em varios aspectos um jogo ruim. Porém.. apesar da recepção fraca.. a capcom acertou em cheio ao apostar na continuidade da franquia, transformando um jogo que tinha tudo para cair no esquecimento no inicio de uma das mais bem sucedidas series de games de todos os tempos!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Legend of Zelda




Nasce uma lenda
O  cartucho dourado


Ok, é tempo de rever  um dos maiores classicos do mundo dos videogames: o primeiro Legend of Zelda. Bom, antes de mais nada.. meu primeiro contato com o universo de Hyrule aconteceu já no Super Nintendo, com A Link to The Past, que é considerado um dos melhores jogos já produzidos.. e que efetivamente introduziu diversos  e elementos do universo de The Legend of Zelda.

 LoZ foi lançado no Japão em 1986 e no ano seguinte nos E.U.A e na Europa, se tornando o primeiro game da Big N a vender mais de 1 milhão de copias. Zelda foi o primeiro jogo de vidogame a utilizar um sistema de saves para registrar o progresso do jogador, um recurso vital e rotineiro nos jogos atuais, mas que naquele tempo era algo extremamente raro e inovou ao mesclar ação com RPG, efetivamente criando um estilo totalmente novo de jogo.
Um resumo basico da trama do jogo
"Gannon, o principe das trevas, roubou a Triforce do poder para aumentar seus poderes e assim dominar o reino de Hyrule. A Princesa Zelda dividiu a Triforce da sabedoria e escondeu os fragmentos em 8 templos, mantendo-os assim longe das mãos do vilão, sendo capturada em seguida. Zelda então manda sua leal guardiã Impa procurar um jovem dotado de coragem para recuperar os 8 fragmentos da Triforce e salvar Hyrule." Em outras palavras.. recupere o tesouro, mate o vilão e salve a princesa. Agora... se Zelda foi capaz de percorrer as  8 dungeons do jogo, com  os monstros e tudo mais. Como exatamente ela foi capturada por Gannon?

Gameplay:

Ah, chegamos onde Zelda realmente se destaca. Zelda foi um dos primeiros games a ter jogabilidade não-linear, ou seja.. não existe um caminho demarcado.. ou uma ordem a ser seguida. O jogador é livre para explorar o mundo de hyrule  da maneira que achar melhor. Aliás.. explorar é a palavra chave aqui. Em momento algum durante o jogo Link recebe pistas sobre onde ir, ou o que fazer. Cidades? Neste jogo Hyrule mais mais parece um grande vale deserto, com os NPCs ocultos em cavernas (Se escondendo do exercito de monstros sem duvida). Link começa o jogo apenas com seu escudo.. e adquire uma espada de madeira em uma caverna.  (Curiosamente a arma inicial do Link de Twilight Princess, lançado em 2006 para o Wii.. também é uma espada de madeira. Sem duvida uma homenagem interessante ao primeiro jogo.)
Link começa com apenas 3 corações de vida, e a cada boss derrotado ele ganha um coração extra de vida.. O corte giratorio.. classica tecnica de ataque, simplesmente não existe neste jogo. Ao invés disso.. Link podia disparar projeteis de sua espada.. desde que a vida estivesse cheia. Além da espada inicial, link encontra outras armas em sua jornada: Arco e Flecha (caso Link fique sem flechas.. ele usa Ruppees como munição, seria legal.. se o dinheiro do jogo não fosse tão dificil de se achar e os itens não fossem tão caros), Bumerangue, Bombas e por fim uma espada magica absolutamente necessaria para derrotar Gannon (Master Sword?)

Graficos e Som
Graficos aceitaveis para a epoca, link era facilmente reconhecivel. E o mapa possuia uma variação consideravel de ambientes.. ainda assim, fica uma certa sensação de familiaridade quanto as rochas e blocos presentes no jogo, como se ja as tivesse visto antes em algum lugar... A Trilha do jogo leva a assinatura de ninguem menos que Koji Kondo, e introduziu o classica musica tema de hyrule


Dificuldade:
Isso já está ficando repetitivo.. mas vamos lá. Zelda, como muitos titulos da epoca.. era incrivelmente dificil! O primeiro fator da dificuldade de zelda.. é que o jogador, em momento algum recebe indicações do que fazer ou pra onde ir, obrigando-o a vagar sem rumo pelo mundo do jogo.. que é composto por nada menos que 256 telas (Em um jogo de NES isso é um absurdo). Caso Link morra em uma Dungeon, é transportado para o inicio da mesma, mas em caso de morte em area externa.. o jogador é mandado para a primeira tela do mapa, além de perder todos os coraçoes extras conquistados. Ah, sim... isso no modo normal. Terminando o jogo uma vez, ou iniciando um jogo com o nome Zelda habilita o modo hard.
sim, o jogo possui areas com vista lateral

Dungeon
Consideraçoes Finais
Bem, apesar de seus graficos apenas medianos.. a jogabilidade desafiadora de zelda, sua trama épica e a trilha sonora realmente formidavel garantem a esta classico dos games sua mercida posição como um dos melhores jogos já lançados para o NES. Definitivamente um jogo indispensável para colecionadores e aficionados em geral.

domingo, 4 de setembro de 2011

Sonic the Hedgehog 2

Devido  sucesso obtido com Sonic The Hedgehog, a produção de sequencia era inevitavel, atanto para o Mega Drive/Genesis quanto para o Master System, assim em 1992 foi lançado Sonic The Hedgehog 2 para o console 8 bits na Europa e no Brasil, EUA e Japão também receberam o jogo, mas como um titulo do Game Gear.

Enredo

Após a derrota do Dr. Eggman no jogo anterior, a paz voltou a reinar em South Island.. porém a ilha se tornou pacifica e monotona demais para Sonic, que decidiu viajar em busca de novas aventuras. Ao retornar de sua viagem, o ouriço descobre que o Dr.Eggman havia voltado e sequestrado seu protegido, Miles "Tails" Prower e exigido que Sonic levasse as "Chaos Emeralds" até Crystal Egg como resgate pelo garoto. Esta jogo marca a primeira aparição de Tails, o jovem parceiro, mecanico e piloto de Sonic.. no papel de refem.  Fala serio.. da pra entender que não daria pra ter o Tails seguindo o Sonic pelas fases como no Mega Drive por conta das limitações Tecnicas do Master System. mas reduzir ele a um simples refem, junto com todos os animais da ilha é piada! No mais segue a mesma formula de qualquer outro jogo do Sonic. Não ganha pontos pela originalidade, mas é um jogo divertido.

Gameplay:

OS comandos e movimentos são os mesmos do jogo anterior.. os seja: nada de Spin Dash. Os loopings e tuneis de velocidade, ausentes no primeiro jogo, estão presentes neste, aumentando a velocidade das fases, e sonic pode recuperar alguns dos aneis perdidos, não ficando assim totalmente vulnearvel após receber dano inimigo. Em algumas fases, Sonic conta com veículos para alcançar areas normalmente inacessiveis, como carrinhos de mina e Asa-Deltas. Porém as fases de bonus, checkpoints e o tradicional bubble shield foram deixados de fora. A transformação em Super Sonic também está ausente. Este é o UNICO jogo do ouriço em que Eggman dá as caras apenas na fase final. Nas 6 zonas anteriores Sonic enfrenta criações do cientista louco, incluindo aí Silver Sonic, que serve como chefe final do jogo caso Sonic chegue até ele com menos de 5 esmeraldas

Graficos e Som:

Em termos graficos não apresenta diferenças com relação ao jogo anterior. A trilha sonora é certamente diferente de qualquer outro jogo do ouriço azul, por um motivo muito simples.. Yuzo Koshiro não compôs as musicas deste jogo, provavelmente por que estava ocupado com a trilha sonora da versão para Mega Drive.

Dificuldade:
Assim como seu antecessor, Sonic 2 é EXTREMAMENTE dificil, principalmente devido a ausencia de checkpoints. (morreu? de volta pro começo da fase!), a absurda quantidade de inimigos, e a quase ausencia de itens. O bubble shield simplesmente desapareceu nesta versão.. e os itens de invencibilidade e vidas extras são extremamente raros. Continues podem ser obtidos em apenas 1 condição... terminar a fase sem perder vidas e com no minimo 77 moedas. Some isso ao fato de que neste jogo as Chaos Emeralds estão muito bem escondidas e que nos boss levels sonic não encontra NENHUM anel e dá pra entender por que este jogo seja talvez o mais dificil do Master System.

Considerações finais

Sonic 2 para o master system não chega a ser um grande jogo, mas está acima da media.. considerando as limitaçoes tecnicas do Master System e do Game Gear. Certamente é um jogo que vale a pena ser jogado.

Bad Ending (SPOILER ALERT: leia.. se tiver coragem)
Streets of Rage 3, Revenge of Shinobi, e Sonic 2 versão 8-Bits.. .todos esses jogos tem 2 coisas em comum... são insanamente dificeis... e possuem Bad Endings de cortar o coração... o objetivo principal do jog é encontrar as Chaos Emeralds para poder resgatar Tails, cert? Então, o que acontece caso sonic derrotar Silver Sonic com menos de 5 esmeraldas? Simples.. o jogo acaba ali... sonic salva a ilha, mas falha em resgatar seu protegido das garras do Dr.Eggman. A ultima cena do jogo neste caso é sonic olhando para o céu noturno, quando a imagem de Tails aparece entre as estrelas... É neste ponto que fica evidente o preço do fracasso: a vida de Tails... chocante não?









quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Super Mario Bros 3

Graças ao estrondoso sucesso das duas versões de Super Mario 2, a produção de um quarto game era inevitavel. Assim foi lançado  Super Mario Brothers 3 em  1988 no Japão, e dois anos mais tarde nos EUA, o capitulo final da saga dos encanadores no NES (Uma vez que Mario Time Machine e Mario is Missing em nada contribuem em termos de historia e não fazem parte da continuidade.). Sob a direção de Shigueru Myamoto e com as musicas de Koji Kondo, Super Mario 3 é considerado um dos melhores jogos de videogame da historia.. e talvez o melhor jogo produzido para o NES. Vamos agora ver o porque disso.

Historia:

Após a derrota de Bowser, o Reino dos Cogumelos (Mushroom Kingdom) vive um periodo de paz, porém o vilão enviou seus 7 filhos, os Koopalings para conquistar outros reinos do Mundo dos Cogumelos(Mushroom World), roubando os cetros magicos de cada reino e transformado seu respectivo rei em um animal. . A Princesa Peach então encarrega os irmão Mario de viajar pelos  7 reinos para restaurar a ordem, porém tudo não passava de uma distração para que Bowser pudesse sequestrar Peach mais uma vez. Curiosamente usar os warp zones para cortar caminho não afeta em nada o final do jogo, apesar do fato de que isso significar que os reinos pulados não tiveram seus legitimos reis restaurados, um otimo gancho para um bad ending: Resgata a princesa, mas perde os reinos.

Gameplay:

Super Mario 3 é dividido em 8 mundos: Grass Land, Desert Land, Water Land, Giant Land, Sky Land, Ice Land, Pipe Land e por fim Dark Land, cada um controlado por um membro da familia Koopa. È em Super Mario 3 que surge pela primeira vez um world map através do qual as fases são acessadas, apesar de que Mario e Luigi não podem retornar a uma fase já superada, e assim como no Super Mario 2 ocidental, é possivel voltar para trás nas fases, exceto em algumas fases particularmente irritantes nas quais a tela do jogo avança para frente. Além do Super Cogumelo, da Fire Flower e do Starman, Mario e Luigi contam com novos itens e habilidades (Voo e escorregar) para auxilia-los em sua perigosa missão:
Racoon Leaf: Da ao jogador uma cauda de guaxinim e o poder de voar após pegar impulso

Frog Suit: Dá mais agilidade na água, praticamente inutil em terra firme

Tanuki Suit: Além do voo permite que o jogador se transforme em uma estatua invulneravel a ataques mas desporvida de qualquer mobilidade.
P-Wing: Voo ilimitado (dura somente uma fase)

Music Box: (somente no mapa) faz com que os Hammer Bros do mapa caiam no sono por algum tempo

Warp flute: Acesso a warp zone

Hammer Suit: Da ao jogador um suprimento ilimitado de martelos arremessaveis.

P-Switch: Transforma moedas em blocos e vice-versa.

 Mas com novos poderes vieram tambem novos inimigos, além dos Koopalings.. outros inimigos classicos fizeram sua primeira aparição neste game.. como os Dry Bone Koopas e infames Boos, inimigos que só podiam ser destruidos  por Star Mario, e outros que apareceram somente neste game caso do infame Sol Maligno  dos mundos 2 e 8.

Além dos subniveis, em cada mundo Mario e Luigi recebem o auxilio dos toads na forma de casas onde adquirem itens, e minigames no qual PODEM adquirir vidas e itens.

Graficos e Som

Sem duvida ocorreu um salto grafico em relção a seus antecessores. Explorando ao maximo a capacidade grafica do NES, Mario 3 possui cenarios bem coloridos e detalhados AS musicas e efeitos sonoros do jogo são um show a parte, compostas por ninguem menos que Koji Kondo, cada musica se encaixa perfeitamente a fase a qual pertence, indo desde tons bastante descontraidss até melodias mais sombrias e ameaçadoras, caso dos castelos e do mundo 8, no qual impera uma atmosfera maligna. Enfim.. uma combinação perfeita.

 Dificuldade.
  Embora não fosse tão dificil quanto seu predecessor japones.. Mario 3 não era de forma alguma um jogo facil. Embora tivesse inumeros meios para o jogador adquirir vidas... haviam fases eem que era simplesmente impossivel atravessar sem perder algumas.. A extensão do jogo, combinada a dificuldade progressiva do jogo faz com que chegar ao mundo 8 sem o auxilio de atalhos se torne uma tarefa para poucos. Terminar este jogo, como inumeros outros da mesma epoca signifcava obrigatoriamente.. joga-lo do inicio ao fim.. uma vez que não havia a opção de salvar. Algo que a nintendo levou em consideração.. pois todos os jogos posteriores dos Irmão Mario passaram a ter saves, inclusive o remake de Super Mario 3)

Considerações finais:

Graficos excelentes, otimos efeitos sonoros, fases variadas e desafiadoras..  Mario 3 possui todos os elementos que compõem um bom game na quantidade adequada. Introduzindo elementos e personagens que dariam as caras em muitos dos jogos posteriores.. foi de fato o final perfeito para o ciclo de Mario e Luigi no NES. E como muitos jogos.. .se manteve desafiador e cativante  nos dias atuais. Prova disso são os diversos remakes lançados ao longo dos anos. Sem duvida um jogo nota 10!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Superman




É um passaro? E um avião? Não! É o Super-Homem. Ao longo de sua trajetoria o homem de aço ganhou diversos games, sendo que a maioria deles jamais deveriam ter sido feitos, caso do infame Superman 64 e deste jogo do qual irei falar. Lançado pela Kemko em 1988 este game esbarra num problema que assombra TODOS os games do heroi.. especificamente a invulnerabilidade do ultimo filho de Krypton. Enquanto em termos de gameplay é completamnte inviavel ter um protagonista invulneravel no jogo, por outro lado é o Superman! Se vão tirar o principal poder dele.. então ao menos deem uma justificativa plausivel! 

Historia:
Após fugirem da Zona Fantasma, O General Zod e seus asseclas se refugiaram em metropolis, de onde resolveram inicara conquista do mundo. Além disso superman tem que lidar com Lex Luthor, Zumbis, gangsters, fantasmas, a mafia chinesa e a queda da Bolsa de Valores de Metropolis. Bom. o jogo pega emprestado um pouco da trama de Superman II. O mais surpreendente da trama é que Lois Lane não é feita de refem.


Gameplay:
O jogador inicia cada fase como Clark Kent no Planeta Diario e deve coletar informaçoes sobre o caso em questão. Para entrar ou sair de edificios, ou suar a cabine telefonica para se transformar em Superman usa-se o direcional inferior, enquanto que o superior é usado para pular. A invulnerabilidade do homem de aço simplesmente sumiu, talvez devido ao fato de que todos os ciminosos do jogo parecem carregar Kryptonita consigo, mas os demais poderes estão presentes:
Visão de Raios X- torna certos inimigos visiveis... segundo o manual do jogo Lex Luthor aplicou chumbo em todos os edificios de metropolis para inutilizar a visão de raio-x do heroi... mas não explica a nova capacidade desse poder.
Voo - auto explicativo, usado para transportar o heroi de uma parte a outra de Metropolis
Super Sopro I - Serve para apagar incendios, fora isso é inutil
Super Sopro II - Congela zumbis, não faz absolutamente nada contra outros inimigos.
Visão de Calor -  Emite um laser tão eficaz quanto um soco.
Super Giro - Em certos pontos permite que Superman entre em areas subterraneas, mas na maior parte do jogo apenas faz o homem de aço girar feito um idiota.
Cada superpoder possui um numero limitado de usos, representado por uma barra de energia. Durante o jogo superman pode coletar icones correspondentes a cada poder para recarregá-los. Apesar do Homem de Aço poder ser ferido, ele pode recuperar vida ao pegar cristais de Kryptonita Azul que os inimigos deixam cair. Inimigos derrotados também podem liberar Kryptonita Verde ou Vermelha, que tirar vida do heroi. O jogo possui elementos de RPG, sendo que é possivel falar com certos individuos nas ruas.. apesar de que é raro alguem dizer alguma coisa realmente util. A partir da segunda missão Jimmy Olsen entrega ao herói um passe para usar o metrô. Se a energia do Superman cair muito ele se torna Clark Kent instantaneamente e perde os poderes, faria sentido.. se os poderes dele viessem do uniforme.. só que não é o caso. 

Graficos e Som
Os graficos são decepcionantes.. por algum motivo os produtores optaram por fazer os sprites do jogo com 2 cabeças de altura. As animaçoes deixam a desejar e o som é pessimo. enfim.. um desastre.




Dificuldade:
Enquanto alguns games do NES eram feitos para serem dificeis, como no caso de Battletoads, Contra, Metal Gear, Super Mario 2 J e outros.. outros eram dificeis simplesmente por que eram malfeitos pra burro. Esse é o caso de Superman, o jogador muitas vezes fica sem saber o que fazer, os NPCs mais atrapalham que ajudam e os poderes do herói na maioria dos casos são completamente inuteis (convenhamos... o sopro congelante só afeta zumbis!!)





Considerações finais
Este é um jogo que jamais deveria ter sido produzido, Com graficos medonhos, trilha sonora ruin e jogabilidade péssima, é um jogo que merece ser condenado ao esquecimento, embora não seja tão ruim quanto o jogo do Nintendo 64. Se alguem sempre sonhou em jogar como Clark Kent, conversar com pessoas aleatorias e andar pelo Metrô de Metropolis, esse é o seu jogo. caso contrario, passe bem longe desta superbomba

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Street Fighter 2010: The Final Fight


Antes de começar a falar do jogo em si, devo deixar uma coisa bem clara: não se deixem enganar pelo titulo.. esse jogo não tem absolutamnte NADA em comum nem com o beat-em-up Final Fight e muito menos com Street Fighter. O jogo foi originalmente lançado no Japão com o titulo 2010 Street Fighter, um Spin-off de ficção cientifica do jogo principal.


"No ano de 2010 a tecnologia havia progredido de forma extraordinaria, permitindo o livre deslocamento da humanidade pelo universo de maneira instantânea por meio de portais estelares. Ken Masters, um brilhante cientista que havia vencido o circuito mundial de lutas 25 anos antes, junto com seu parceiro Troy, havia feito uma descoberta surpreendente: Cyboplasm, uma substancia capaz de prolongar infinitamente a vida humana se usada em pequenas doses, mas que se usada em grande quantidade causava terríveis mutações. um dia ao chagar a seu laboratorio, Ken encontra o lugar arrombado. Descobre que todo o estoque de Cyboplasm havia sido roubado e que Troy fora assassinado. Após equipar seu corpo com implantes ciberneticos, o ex Street fighter embarca em uma missão de vingança.  Ken descobre que Troy havia forjado sua morte, usado Cyboplasm para criar um exercito de mutantes leais a ele e injetado pequenas doses da substancia em seu ex-colega para retardar seu avanço"

Certo...  não sei nem por onde começar a listar os problemas deste enredo. Ken, ex-campeão do torneio Street Fighter e ainda por cima um "Brilhante cientista"?  Isso é quase tão absurdo quanto o enredo do infame filme estrelado por Jean-Claude Van Damme, "Street Fighter A Ultima Batalha", eu disse quase. O jogo não faz menção nenhuma aos demais lutadores, nem dá maiores detalhes do passado de "Ken" (Que não se parece nada com inseparavel colega de Ryu. O motivo é simples, a trama do jogo foi alterada nos E.U.A numa patética tentativa de ligar Street Fighter 2010 ao jogo lançado em 1987 (o primeiro Street Fighter). A  trama original do jogo é a seguinte:

No ano de 2010 a humanidade já havia se espalhado pelo espaço, criaturas chamadas "Parasites" surgiram e se tornaram uma terrível praga devido a sua capacidade de se fundirem a outros seres vivos, conferido a eles incirveis habilidades e transformando -os em monstros. A policia galáctica envia o ciborgue Kevin Straker para destruir os "Parasites" e coletar suas energias. Kevin durante sua jornada sente dores cada vez que é ferido, algo que não deveria acontecer a um ciborgue e no final descobre ele próprio estar infectado por um Parasite, responsável por sua couraça metálica, após confrontar o criador do vírus Dr.Joseph. Cumprida sua missão Kevin retorna à Terra após receber um chamado da policia galáctica para combater uma horda de ciborgues terroristas.

Pois é. A versão japonesa supera e muito a ridícula trama americana. podiam ter perfeitamente mantido a historia mas não... optaram por justificar o uso do titulo Street Fighter. Algo que rendeu ao jogo pesadas criticas na época de seu lançamento.

Gameplay:

Outro detalhe que não lembra em nada nenhum dos dois jogos mencionados no titulo. Em cada missão "Ken" é teletransportado para um mundo com a missão de abater um alvo especifico, além de outros inimigos presentes na area.  Para cumprir sua missão de vingança "Ken" conta não com os tradicionais Hadouken e Shoryuken.. e sim com descargas de energia emitidas por seus punhos e pés, e com uma ampla variedade de movimentos... incluindo backflips e a habilidade de escalar paredes e outras superficies. O punho-meteoro de "Ken" pode ser melhorado coletando itens no cenário. Uma vez que o mutante da área é destruído, o heroi tem poucos segudos para achar o portal, caso contrario... ele morre. No mais os controles tem um tempo de resposta adequado.

Dificuldade 
Se tem uma coisa que a Capcom é expert.. é fazer jogos quase impossíveis e  Street Fighter 2010 não foge a regra. Já na primeira fase o jogador sente na pele o nivel do desafio, tendo que enfrentar ao mesmo tempo duzias de robozinhos extremamente irritante, coletar power ups pra melhorar o seu soco E enfrentar o o chefe de fase tudo ao mesmo tempo. Perder vidas é algo extremamente facil e a cada vez que isso ocorre.. o level reinicia do zero. Enfim.. não é um jogo para fracos!

Graficos e Som

Street Fighter 2010 do ponto de vista grafico foi um choque para a epoca, pois era muito diferente dos demais jogos da capcom na epoca, com um tom mais serio, mais sombrio, com cenarios como a Terra pós-apocaliptica. selvas alienigenas, desertos, areas subaquaticas e uma estação espacial. Todos os cenarios são extremamente sombrios e tenebrosos. O design dos inimigos é outro ponto alto, com varios tipos de criaturas.. robos, criaturas mutantes, insetos... os proprios chefes de fase são muito bem projetado.. embora não sejam maiores do que "Ken". As musicas misturam o tradicional TEchno usado pela empresa nos jogos do NES com um clima mais solene..

Considerações Finais:

Supreendentemente, Street Fighter 2010 tinha potencial para ser um bom jogo. O grande erro da capcom foi tentar associa-lo nos E.U.A ao verdadeiro Street Fighter, a ponto de transformar Kevin Straker.. um policial galatico... em Ken Masters. Não fosse pelo titulo Street Fighter, talvez esse jogo não tivesse atraido tamanha atenção negativa.