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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Life Force


Desenvolvedora: Konami
Número de Jogadores: 2
Plataformas: Arcade, NES, Wii Virtual Console
Gênero: Scrolling Shooter


Life Force, um dos incontáveis shooters lançados na era dos consoles 8-bits e, sem dúvida, um dos jogos mais memoráveis já produzidos para o NES. Assim como outros títulos da época, foi lançado primeiro no fliperama e depois, devido ao estrondoso sucesso, adaptado para outros sistemas, entre eles o Nintendo 8-bits.


Segundo a história do jogo, a grande serpente espacial Zelos está devorando o universo. Em seu caminho, a criatura acabou devorando os planetas Gradius e Lapis que, em resposta, enviaram as naves Vic Viper e Lord British para localizar e destruir o coração do monstro. Tarefa nada fácil, considerando que o bicho é grande o bastante para devorar um sol inteiro, sem brincadeira. São seis fases que alternam entre a já tradicional vista lateral e vista aérea. Os ambientes no interior de Zelos variam de áreas claramente orgânicas até regiões puramente tecnológicas, passando por cavernas, por um templo egípcio, e até por um Sol (ou quem sabe o pior caso de queimação estomacal da história).

Os inimigos e obstáculos encontrados dentro de Zelos são igualmente variados: naves espaciais, o sistema imunológico do monstro, hemácias, meteoritos, bolas de fogo, pássaros de fogo, torres de artilharia e por aí vai. Os chefes de fase são bastante inusitados, para dizer o mínimo, já que incluem um cérebro, um crânio e uma máscara mortuária egípcia.
Vamos aos Gráficos: Os cenários de life force e os sprites do jogo são muito bem trabalhados e detalhados, além de as animações serem muito bem feitas, conferindo ao jogo um grau de realismo muito bom para os padrões do NES. As naves, ao se deslocar para cima ou para baixo (ou para os lados nos cenários com vista aérea) se inclinam levemente para a direção desejada. O mesmo cuidado é encontrado nas animações dos elementos dos cenários.

Suponho que a esta altura seja desnecessário mencionar que, como a imensa maioria dos jogos da época, Life Force é insanamente difícil e desafiador ao extremo. Mesmo com todos os power-ups à disposição, chegar ao fim de uma fase, sem perder vidas, é uma tarefa ingrata, já que o mínimo contato com o que quer que não seja uma cápsula contendo um power-up destrói a nave instantaneamente, e alguns níveis são particularmente infames nesse sentido, como a fase 3 e suas malditas coroas solares, fazendo com que terminar o jogo sem usar continues seja uma tarefa quase impossível, e chegar ao final sem morrer nem uma vez, uma missão digna de Ethan Hunt.
Ainda assim, o grau de desafio apenas estimula o jogador a seguir em frente e tentar vencer a máquina para chegar ao fim do jogo.

Life Force tem tudo: ótimos gráficos, uma história interessante, uma ótima trilha sonora e, é claro, um nível insano de dificuldade. Um clássico instantâneo do NES.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Teenage Mutant Ninja Turtles: Fall of The Foot Clan

Teenage Mutant Ninja Turtles: Fall of The Foot Clan

Desenvolvedora: Konami
Data de Lançamento: Agosto de 1990
Gênero: Plataforma
Numero de Jogadores: 1

Se a estreia dos Tartarugas Ninjas no NES e no mundo dos videogames foi um completo desastre.. o mesmo não pode ser dito da estreia do quarteto no Game Boy. Fall of The Foot Clan é em muitos aspectos um ótimo jogo, com apenas um defeito.. ser curto demais, com apenas cinco fases.

A Historia do game já é manjada para os fãs dos quatro irmãos, a repórter April O'Neil foi sequestrada pelo clã do pé, liderado pelo maligno Destruidor, cabendo os quatro a missão de resgatá-la. Repetitivo, eu sei... mas a formula funciona muito bem até os dias de hoje, sem contar que a April vivia sendo feita de refém no desenho. Enfim.. para resgatar a repórter os quatro devem atravessar 5 áreas: As ruas e esgotos de Nova York, uma fábrica, um comboio de caminhões, cavernas subterrâneas e o Tecnodromo, enfrentando respectivamente Rocksteady, Bebop, Baxter Stockman, o Destruidor e Krang ao final de cada uma. È isso aí.. o Destruidor neste jogo foi relegado ao papel de subchefe, o que embora seja um pouco decepcionante... não chega a tirar o brilho do jogo.

No decorrer de cada fase, os Tartarugas encontram figuras mais do que conhecidas: Mousers, Foot Ninjas e Roadkill Rodneys.. além de armadilhas e obstáculos próprios de cada cenário.. morcegos, blocos caindo do telhado, bolas de fogo emergindo de buracos, piranhas armadilhas elétricas e por aí vai.

Antes de começar cada fase é possível escolher entre um dos quatro heróis. Neste jogo cada tartaruga corresponde a uma vida e no caso do jogador “morrer” o tartaruga escolhido é capturado. Se todos os quatro forem capturados.. Game Over, sendo que não existem continues. A única forma de resgatar um personagem capturado é através dos bônus escondidos nas fases. São 3 tipos: Um jogo de resta um contra o Krang, no qual o objetivo é deixar apenas uma shuriken sobrando na tela, Um tiro ao alvo no qual o objetivo é acertar seis alvos e um jogo de adivinhar o numero.
È Possível no começo do jogo escolher em qual fase começar, mas o final completo só pode ser visto se os 5 níveis forem completados.

Rocksteady vs Leonardo
Os controles tem uma boa resposta e são bastante simples.. A para pular e B para atacar, não existe diferença entre os quatro irmãos já que as armas aqui só são diferentes na aparência Além do ataque normal, também é possível usar voadoras (B durante o pulo) e Shurikens (B abaixado).
No decorrer dos níveis é possível recuperar energia pegando pedaços de pizza, e eventualmente, caixas de pizza voadoras.

Os Gráficos e som do jogo são simplesmente fantásticos. A trilha sonora é uma parte importante na hora de envolver o jogador e neste caso a Konami não decepciona. Logo de cara, temos como tema da primeira fase a musica tema da série, em todo o seu esplendor, na partes a céu aberto da fase, seguida por uma musica mais sombria para os partes do esgoto. As fases seguintes também possuem temas musicais que combinam com o ambiente, sendo que as musicas não se tornam em nenhum momento repetitivas. Os gráficos são muito bem elaborados, com cenários bem detalhados e facilmente identificáveis e os sprites dos personagens são grandes, detalhados e com designs bastante fieis aos do desenho.

Um dos ninjas prestes a atacar com... um bloco de Tetris!
Por fim, Fall of The Foot Clan é, como já foi mencionado antes, mais curto e consideravelmente mais fácil do que os jogos dos tartarugas lançados até então... e ainda assim desafiador o suficiente para garantir que atravessar os 5 níveis não seja um passeio no parque.

Pelo conjunto da obra, Fall Of The Foot Clan pode ser tranquilamente considerado um dos melhores jogos do Game Boy. Só não é perfeito por ser muito curto.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Captain America and The Avengers





Desenvolvedora: Data East
Data de Lançamento:Dezembro de 1991
Gênero
: Plataforma/Luta
Numero de jogadores: 1 (modo historia), 2 (Versus)

Com a aproximação da estreia de  Os Vingadores nos cinemas, não pude deixar de aproveitar a brecha para fazer o Review de “Captain America and the Avengers” lançado pela Data East para o NES. Este jogo se destaca por não ser uma adaptação do game de mesmo nome lançado anteriormente para fliperama, Super Nintendo, Gênesis/Mega Drive, Game Gear e Game Boy e sim um titulo completamente diferente. Então.. vamos lá.
Captain America and the Avengers Screenshot
O mandarim, no visual dos anos 80



A primeira diferença com relação ao jogo para fliperama é a historia. A trama de “Captain America and The Avengerscomeça com o Visão e o Homem de Ferro sendo surpreendidos e capturados pelo sinistro Mandarim, e a missão do jogador, na pele do Capitão America e Do Gavião Arqueiro, é resgatar os dois, uma tarefa nada fácil que lava os dois vingadores restantes a percorrer os Estados Unidos, em um enredo cheio de reviravoltas.  em termos de historia alguns dos principais inimigos dos Vingadores estão presentes no jogo, personagens como o Mago, Ultron, Ossos Cruzados, o Mandarim e é claro.. o Caveira Vermelha.. o planejador mor do sequestro do Homem de Ferro e do Visão e dos ataques por todo o país que os dois vingadores devem repelir ao longo do jogo.

Enquanto o jogo dos arcades é um Beat-em-up clássico, a versão para o NES é um clássico jogo de plataforma, com inimigos aparecendo de todos os lados, itens para pegar, plataformas para saltar e tudo o mais. O objetivo em cada fase é obter as Exit Orbs que, bingo, permitem que o jogador saia da fase. No decorrer do jogo tanto o Capitão quanto o Gavião Arqueiro coletam cristais especiais que aumentam seus poderes, vida, dano e resistência. os dois vingadores tem características e estilo de combate próprios, o sentinela da liberdade é mais forte, rápido, ágil e resistente e tem seu escudo.. enquanto o Gavião Arqueiro pode atirar em qualquer direção, podendo assim atingir capsulas de itens que o Capitão não alcança. Em compensação.. ele não consegue se pendurar em barras e não tem defesa alguma.


Mas.. nem tudo é perfeito e acertar certos objetos no jogo pode ser problemático.. se você não estiver com o personagem adequado. Atingir capsulas de itens em locais distantes ou levemente acima do personagem é uma tarefa ingrata quando se joga com o Capitão América... daí a utilidade de poder alternar entre os dois vingadores durante a fase.. SE o jogador conseguir chegar com os dois no mesmo ponto do mapa e não for capturado. Aliás, um conselho convem aos jogadores usar as primeiras fases para coletar o máximo de cristais possíveis para melhorar os personagens. Por que o jogo só tem uma dificuldade: Nintendo Hard. È isso aí, Capitão America e Os Vingadores é, não surpreendentemente, incrivelmente desafiador.. como a maioria dos títulos da época, e apesar do tamanho do jogo, grande para os padrões do NES, o jogo não dispõe de sistema de save nem de passwords, uma tremenda mancada, ou seja: terminar o jogo só era possível de uma forma... jogando até o fim e contando com apenas 3 continues, sendo que cada vez que um personagem é capturado ele é enviado de volta para o começo do mapa, tendo consequentemente que atravessar novamente todas as fases.

Monte Rushmore, versão vingadores.
A Data East caprichou nos gráficos, os cenários e sprites são bastante coloridos, embora um pouco repetitivos. É possível reconhecer facilmente tanto os heróis quanto os principais vilões do jogo.
A trilha do jogo é agradável e apropriada para uma aventura de super-heróis. AS fases não possuem trilhas próprias, ao invés disso temos uma musica de fundo para o Capitão e outra para o Gavião Arqueiro, uma musica para os chefes de fase e um tema para as fases Red Alert (os “ciclones” no mapa) e é isso.

Tela de escolha do modo para dois jogadores.

O jogo também conta com um modo de batalha para 2 jogadores, no qual o primeiro jogador pode escolher entre um dos dois vingadores enquanto o segundo pode optar entre o Mago, Ultron ou Ossos Cruzados. Um combate extremamente desigual uma vez que o Mago e Ultron podem voar e atirar raios para baixo, além do fato de que só é possível fazer batalhas de heróis contra vilões, não teria sido má ideia dar total liberdade de escolha a ambos os jogadores.. assim a variedade no Batle Mode teria aumentado um pouco, mas ainda assim é divertido e faz deste jogo um dos poucos títulos de luta para o NES
Enfim, eu diria que a Data East acertou em cheio com esta versão de Capitão America e os Vingadores, que é inclusive considerada superior a versão para o Super Nintendo. Bom, por enquanto é só e que venha o filme de super-heróis mais esperado dos últimos anos e, com esperança, um jogo decente derivado do filme.

Avante Vingadores!!!!